
Cachorro com medo de fogos
Tremores, fuga e pânico com os estouros. Veja como preparar o seu cão antes das festas de fim de ano e por que vale agendar a avaliação com antecedência.
Conheça a Dra. Bianca SantanaTer um cachorro com medo de fogos é passar dezembro com o coração na mão: o cão treme, se esconde, tenta fugir, arranha portas e não aceita nem petisco enquanto o barulho dura. O Manual Veterinário Merck cita o medo de fogos e de outros barulhos fortes como comum entre os cães. A parte boa é que dá para preparar o seu cão com antecedência, e quanto mais cedo isso começa, mais opções existem.
Sinais de medo dos estouros
A Universidade Cornell lista sinais que vão do leve ao intenso: tremor, latidos ou uivos, ofegação, andar de um lado para o outro, salivação, se esconder, cavar portas e tentar fugir. Alguns cães também fazem xixi fora do lugar ou recusam comida. Nos casos mais fortes há pânico: o cão perde a noção do perigo e pode se machucar, passar por frestas ou pular muros.
O medo pode crescer de um ano para o outro e se espalhar para outros sons. O Manual Veterinário MSD explica que cada exposição tende a reforçar o aprendizado do medo, e que o pavor de trovão pode se estender para chuva e vento. Se o seu cão também sofre com temporais, entenda o medo de chuva e trovoada em cães.
Por que alguns cães sentem tanto medo
- sensibilidade individual e genética;
- pouca experiência com sons variados na fase de filhote, especialmente entre 3 e 12 semanas de vida, período que o manual MSD destaca;
- experiências ruins, como um estouro muito perto ou um susto quando estava sozinho;
- dificuldade de ficar sozinho, que aparece com frequência junto com o medo de barulho e soma ao sofrimento.
O manual MSD descreve a fobia como um medo marcado, persistente e desproporcional à ameaça. Por isso não vale a pena esperar o próximo réveillon para ver se melhora. O medo de fogos também faz parte de um grupo maior de medos; veja outros medos que aparecem no dia a dia dos cães.
Por que bronca e exposição forçada pioram
Brigar com o cão que se esconde, puxá-lo para fora do esconderijo ou levá-lo para perto dos fogos para que ele se acostume aumenta o pânico. A Cornell é direta: punição nunca deve ser usada, porque só aumenta o sofrimento do cão. O manual MSD não recomenda a exposição forçada e intensa ao estímulo, chamada de inundação, e a AVSAB, sociedade americana de veterinários dedicados ao comportamento animal, também pede que ela seja evitada.
Como preparar o seu cão antes de dezembro
Agende a avaliação com antecedência
A Cornell resume bem: é muito mais fácil prevenir uma reação de medo do que reverter uma. Na avaliação clínica comportamental, a Dra. Bianca Santana, médica veterinária, entende a intensidade do medo, o histórico do cão e como é a casa, e monta um plano para os dias de festa. Quando necessário, a médica veterinária avalia, na consulta presencial, se há indicação de medicação. Se houver, o ideal é testar antes, num dia tranquilo, para ver como o cão responde. Por isso não deixe para a última semana do ano.
Monte um refúgio
Escolha um cômodo que o cão já conhece, longe da rua e com poucas janelas, com cama, cobertas e água. Ensine o cão a gostar desse canto com petiscos, brinquedos e momentos calmos bem antes das festas, e leve-o para lá antes de os fogos começarem. Caixa de transporte, só se ele já estiver acostumado e a enxergar como um lugar seguro.
Diminua o barulho e os clarões
Feche janelas e cortinas e use som de fundo, como ventilador, música ou televisão. Combinar dois tipos de som ajuda a abafar melhor os estouros.
Previna fugas
Confira se a plaquinha de identificação e o cadastro do microchip estão atualizados. Mantenha portões e janelas fechados e, nos dias de festa, faça o passeio e as necessidades antes do horário dos fogos, sempre de guia, mesmo em quintal fechado.
Trabalhe os sons com orientação
Gravações de fogos em volume baixo, ligadas a algo bom, ajudam alguns cães a tolerar melhor o barulho. Mas esse treino precisa ser bem dosado: volume alto demais, ou aumentado rápido demais, pode piorar o medo. O manual MSD lembra que só o treino com sons raramente basta para um medo que envolve vários sentidos, como o de fogos, com clarões, cheiro e vibração. Por isso o plano junta várias frentes.
Não deixe o cão sozinho
Muitos cães com medo de barulho também sofrem quando ficam sem a família, e a sua ausência pode aumentar o estresse. Se possível, combine para alguém ficar com ele nas noites de festa.
A lei dos fogos com estampido em São Paulo
Na cidade de São Paulo, a Lei Municipal nº 16.897/2018 proíbe o manuseio, a queima e a soltura de fogos com estampido e de artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso, em locais públicos e privados. Os fogos de vista, que só produzem efeito visual, continuam permitidos. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal julgou a lei constitucional e citou, entre os motivos, pessoas com autismo e o dano que o barulho causa aos animais. A regra vale só para a capital. Mesmo onde há proibição, vale preparar o cão, porque o barulho pode vir de cidades vizinhas ou de quem não respeita a lei.
Atendimento em casa ou a distância
Em SP e região, a avaliação pode ser feita na casa onde o cão vai passar as festas, o que ajuda a escolher o refúgio e ajustar o ambiente. Veja as regiões atendidas no atendimento em casa. Para tutores de outros estados, a consulta clínica comportamental pela internet permite montar o plano de preparação a distância; se for preciso avaliar medicação, a consulta precisa ser presencial.
Quando procurar ajuda logo
- o cão já se machucou, quebrou unhas ou dentes, ou fugiu durante fogos;
- o medo está maior que no ano passado;
- ele passou a ter medo de outros sons, como trovão, moto ou panela;
- os sinais duram horas depois que o barulho acaba;
- faltam poucas semanas para as festas e nada foi preparado.

Quem vai atender o seu cão
Dra. Bianca Santana
Médica veterinária, à frente da DogPhd
- Mais de 14 anos de experiência prática em comportamento canino
- Formada em Medicina Veterinária, com formação em análise do comportamento aplicada ao bem-estar animal
- Mais de 10 anos conduzindo casos com matilha
- Sede da DogPhd em Araçoiaba da Serra (SP)
Avaliações no Google
O que tutores atendidos pela DogPhd escreveram no perfil do Google, com o texto original.
O trabalho da Bia é de excelência! Recomendo demais
Foi incrível poder ver o trabalho da Bianca junto com a matilha dela. Eles cuidaram muito bem do meu cachorro. Fiquei extremamente segura e feliz com o comportamento dele durante e após a estadia na Dog Phd. Recomendo muito!
A Bianca faz a diferença nas nossas vidas desde que pegamos a nossa Serena! Profissional extremamente competente, atenciosa, confiável e cuidadosa! Deu dicas valiosas para lidarmos com as dores e as delícias de ter uma filhote dentro de um apartamento! Hehe Além de ser uma pessoa incrível e dona de uma matilha muito especial! 💜
Ver mais 4 avaliaçõesMostrar menos avaliações
O Chico veio para casa com quase 8 meses de idade, com pouca, ouso dizer, nenhuma socialização. Era um cão extremamente reativo. No alto dos seus 3,6 kg, latia para tudo e para todos.
Ler maisMostrar menos
Tinha um medo específico de mulheres: rosnava, tentava morder a canela. Também não podia receber visitas e, quando recebia, elas mal podiam se mover.
Comecei o adestramento pouco tempo depois que ele chegou. Ele aprendeu os comandos muito rápido, mas a socialização continuava bem difícil.
Após visitar minha família em Minas (e vivenciar episódios intensos de reatividade com as mulheres da casa ) vi que as viagens de fim de ano não seriam tão tranquilas quanto eu imaginava. Foi quando decidi procurar a Bianca para uma avaliação.
Conversamos bastante sobre o histórico do Chico e a rotina que levávamos, e entendemos que a imersão com a matilha seria o tratamento mais indicado para nós dois.
Com muita paciência, profissionalismo e respeito ao tempo atípico do Chico (acredite, está pra nascer mais desconfiado), a Bianca conseguiu baixar a guarda dele.
Hoje, ele é um cão que senta e deita para esperar e relaxar, algo que eu nunca tinha visto antes da imersão. Antes, era extremamente alerta: vivia em pé e, até para dormir, se posicionava de forma que facilitasse levantar rapidamente. Agora, dorme deitado de lado, completamente relaxado.
Após a imersão, foi aprovado em duas creches. Também notei uma grande evolução nos treinos, e ele já permite uma aproximação maior de pessoas desconhecidas. Hoje, frequenta uma creche cujo manejo é feito apenas por mulheres e interage bem com outros cães, algo que, no cenário anterior, eu não conseguiria imaginar.
Adotei uma cachorrinha vítima de maus tratos e a Bianca soube me orientar em todo o manejo e dessensibilização dela. Em um mês seguindo as orientações já tivemos avanços. Hoje minha cachorrinha faz as necessidades no local correto, permite que eu dê banho, brinca com brinquedos, corre e demonstra alegria. Recomendo o trabalha da Bianca, ela tem conhecimento, experiência e não recorre à violência!
Bianca mudou a vida do Pepi e Senna. A ansiedade de separação do Senna foi muito atenuada, nunca mais tivemos reclamações de latidos e o Pepi também ficou muito mais confiante e independente. O adestramento com a matilha realmente é muito efetivo e Bianca é uma super profissional.
Resgatamos um filhote em setembro, moramos em apartamento, e tivemos muitos problemas de comportamento com a cachorra, no sentido de roer os móveis, latir descontroladamente, a ponto de incomodar os vizinhos, comer comida que está na mesa, pular nas pessoas, fazer as necessidades em locais inadequados etc.
Ler maisMostrar menos
A situação estava muito conflituosa no ambiente familiar, pois gerava muito stress, principalmente, nos horários das refeições em família, pois acabava sendo um verdadeiro duelo. Muitos familiares e pessoas próximas insistiram que deveríamos doar a nossa cachorra devido ao dia-a-dia conturbado que acarretava. Contudo, como gostamos muito da nossa au-au, resolvemos procurar o adestramento a fim de resolver essas questões inconvenientes e, para a surpresa, encontramos a Bianca. Agendamos uma visita para fazer um primeiro contato e logo de imediato, a Bianca nos passou uma confiança muito grande no trato com nossa cachorra, algumas primeiras questões posturais e de interação já demonstraram serem eficazes naquele primeiro momento. Com isso, acabamos fechando o período de adestramento com ela, nesse interim, ela nos passava vídeos da rotina do adestramento e dicas para lidar com questões de muita ansiedade e de apelo por atenção que nossa cachorra tem. Uma recomendação que passo para quem contratar o serviço é fazer anotações de todos os áudios, pois serão inúmeras dicas valiosas e que são fáceis de se perder com tantos áudios, além de ficar um guia-rápido para lidar com qualquer questão que deixe o tutor indeciso com seu cachorro. Após o período de adestramento, nossa cachorra retornou muito mais sociável do que estava. As questões de inconveniência relatadas foram dirimidas em grande parte, outras ainda permanecem, mas dentro da normalidade esperada para um filhote. Nossa postura, pelas dicas que nos foram passadas, também, tem ajudado bastante a manter o adestramento em linha com que esperamos de um cachorro tranquilo e o dia-a-dia em família tem sido muito mais sadio. Espero que esse relato ajude muitas pessoas a acreditar que o adestramento é um serviço tão importante quanto outras questões que são impreteríveis ao pet, como a vacinação, a castração, os cuidados estéticos e de remédios que acabam gerando custos que nem sempre algumas pessoas veem como necessários por se tratar de apenas um cachorro, mas que criam enormes inconvenientes que ficam difíceis de medir com a rotina diária da família. Muito obrigado Bianca!
Depoimentos de pacientes
Tutores contam, em vídeo, como foi o acompanhamento do cão com a DogPhd.
Mais vídeos no canal da DogPhdPerguntas frequentes
Cachorro com medo de fogos: o que fazer na hora?
Leve o cão para o refúgio antes de os fogos começarem, feche janelas e cortinas e ligue um som de fundo. Fique por perto, com calma, e não force o cão a sair do esconderijo. Nunca dê bronca nem leve o cão para perto do barulho.
Quando começar a preparar o cão para o réveillon?
Quanto antes, melhor. Semanas ou meses de antecedência dão tempo para montar o refúgio, trabalhar a associação com sons e, se for o caso, avaliar e testar medicação em consulta presencial.
Posso dar calmante para o meu cachorro por conta própria?
Não. Qualquer medicação precisa de avaliação de médico veterinário, que considera a saúde do cão, a dose e os possíveis efeitos. Na DogPhd, essa avaliação é feita em consulta presencial.
Protetor de ouvido e roupa de compressão ajudam?
O Manual Veterinário MSD cita protetores de ouvido e roupas de compressão entre as opções de manejo. Eles precisam ser apresentados com calma, antes das festas, para o cão aceitar bem, e funcionam como apoio dentro de um plano, não sozinhos.
É proibido soltar fogos com estampido em São Paulo?
Na cidade de São Paulo, sim: a Lei Municipal nº 16.897/2018 proíbe fogos com estampido e libera só os fogos de vista, sem barulho. A regra vale para a capital; em outras cidades, confira a legislação municipal.
Agende uma avaliação
Conte o caso do seu cão. A Dra. Bianca responde pelo WhatsApp com os próximos passos.
Fontes
- Fear of fireworks and thunderstorms, Cornell University College of Veterinary Medicine (em inglês) (consultado em 07/11/2026)
- Behavior Problems of Dogs, MSD Veterinary Manual (versão profissional, em inglês) (consultado em 07/11/2026)
- Behavior Problems in Dogs, Merck Veterinary Manual (versão para tutores, em inglês) (consultado em 07/11/2026)
- Position Statement on Humane Dog Training, AVSAB (2021, em inglês) (consultado em 07/11/2026)
- Lei Municipal nº 16.897, de 23 de maio de 2018 (Prefeitura de São Paulo) (consultado em 07/11/2026)
- STF julga constitucional lei que proíbe uso de fogos de artifício ruidosos na capital paulista (Notícias STF) (consultado em 07/11/2026)
Atualizado em 07/11/2026.




