
Cachorro fazendo xixi no lugar errado: o que pode ser
Antes de pensar em teimosia, vale olhar para a saúde. Veja as causas clínicas e de comportamento do xixi fora do lugar e o que ajuda a reorganizar a rotina.
Conheça a Dra. Bianca SantanaEncontrar o cachorro fazendo xixi no lugar errado depois de anos acertando o tapete ou o quintal costuma deixar a família confusa e, às vezes, irritada. Ele passa a molhar o sofá, a cama, o tapete da sala ou o pé da porta. Antes de pensar em teimosia ou vingança, é preciso olhar para a saúde. Infecção urinária, problemas nos rins e mudanças da idade estão entre as causas que o veterinário descarta primeiro. Só depois entram as causas de comportamento, como um aprendizado que ficou pela metade, a marcação de território e a ansiedade.
Primeiro, a saúde
O manual MSD é direto: antes de tratar o xixi fora do lugar como problema de comportamento, é preciso excluir causas médicas. A lista inclui dor, dificuldade de locomoção, perda dos sentidos, doenças do cérebro, inclusive a disfunção cognitiva, e qualquer condição que aumente o volume de urina, deixe o cão urinar com mais frequência, cause dor ao urinar ou tire o controle da bexiga.
Infecção urinária
É uma das causas mais lembradas, e com razão. A infecção na bexiga provoca xixi mais frequente, dor ao urinar, acidentes dentro de casa e, às vezes, sangue na urina. Outros sinais também valem atenção:
- esforço para urinar;
- xixi em pequenas quantidades, muitas vezes ao dia;
- urina com cheiro forte;
- o cão lambendo muito a região genital.
Essas infecções são relativamente comuns, sobretudo em fêmeas. Sem tratamento, a infecção pode subir para os rins ou contribuir para a formação de cálculos. E há um detalhe importante: alguns cães não mostram sinal nenhum, o que é mais provável em quem também tem diabetes, doença renal ou excesso do hormônio cortisol produzido pelo próprio corpo.
Rins e outras doenças que aumentam a urina
Algumas doenças fazem o cão produzir mais urina, e aí segurar até a hora do passeio fica difícil. A infecção nos rins pode trazer dor na região, febre, vômito, falta de apetite, mais sede e mais xixi. Em quadros que se arrastam, sede e urina em excesso podem ser os únicos sinais. Doença renal, diabetes, cálculos na bexiga, doença de Cushing e problemas de coluna estão entre as condições que aumentam o risco de infecções que voltam.
Se você notou que o pote de água esvazia mais rápido, conte isso na consulta. É uma informação que muda o rumo dos exames.
Idade, dor e mobilidade
Em cães mais velhos, várias causas podem se somar. Um cão com dor ou dificuldade para andar pode não chegar a tempo ao lugar de sempre, ou evitar a escada que leva ao quintal. A visão e a audição diminuem. E alguns cães idosos simplesmente esquecem hábitos que tinham, como pedir para sair: conheça os sinais de declínio cognitivo no cão idoso.
Quais exames costumam ser pedidos
O exame de urina é, em geral, o primeiro. Ele procura sinais de infecção, como glóbulos brancos, bactérias e glóbulos vermelhos. Muitas vezes a urina é coletada direto da bexiga, com uma agulha, para evitar contaminação. A cultura de urina confirma a infecção e identifica a bactéria, e o resultado leva alguns dias. Dependendo do caso, o veterinário pode pedir exames de sangue, ultrassom ou raio X.
O Centro de Saúde Canina da Universidade Cornell faz um alerta útil: encontrar bactérias num exame de rotina não basta para confirmar infecção. O tratamento depende dos sinais clínicos e da avaliação do veterinário.
Causas de comportamento
Com a saúde em dia, o próximo passo é entender o contexto em que o xixi acontece. Estas são as causas mais frequentes.
Aprendizado que ficou pela metade
Segundo o Manual Veterinário Merck, o cão começa a criar preferência por lugares para fazer as necessidades por volta de 8 a 9 semanas de vida, e a partir de 8 semanas e meia já consegue segurar o xixi por vontade própria. Cães que viveram muito tempo presos em gaiola ou só do lado de fora podem ter mais dificuldade para aprender. Se o seu cão ainda é filhote, veja também como lidar com as mordidas do filhote.
Às vezes o cão parece educado, mas nunca aprendeu de verdade: acerta quando está no quintal e erra quando está num cômodo novo ou na casa de outra pessoa.
Cachorro marcando território em casa
A marcação é um recado. O cão deixa pouca urina, geralmente levantando a pata em superfícies verticais, como pés de mesa, portas e cortinas. Ela é mais comum em machos não castrados, mas também aparece em fêmeas, principalmente no cio, e em machos castrados. Os alvos preferidos são lugares onde outro animal já urinou e objetos com cheiro de outras pessoas ou bichos, como a mochila de uma visita ou um móvel novo.
Para reduzir a marcação, ajudam a supervisão e o uso de uma área menor da casa quando ninguém pode olhar. A castração de machos inteiros costuma diminuir a marcação, e essa decisão é tomada com o médico veterinário. Se a marcação aparece em momentos de tensão, como a chegada de um novo cão, a causa emocional é a que precisa de cuidado.
Excitação e submissão
Alguns cães soltam um pouco de xixi quando estão muito animados, por exemplo na chegada do tutor. Outros urinam ao se encolher, de cabeça baixa e orelhas para trás, numa postura de submissão. Esses cães nunca devem ser assustados, porque qualquer punição piora o quadro. Ajuda evitar os gatilhos, como se debruçar sobre o cão, ir direto até ele e encará-lo, e ensinar um comportamento alternativo na chegada, como sentar.
Medo, ansiedade e momentos sozinho
O medo também mexe com a bexiga. Chuva, fogos ou um cão vizinho podem fazer o cão evitar o quintal. Ansiedade de separação e fobias também podem levar ao xixi em casa, e nesses casos é a emoção que precisa ser tratada. Veja o que fazer quando a ansiedade está por trás.
O que ajuda em casa enquanto a causa é investigada
- Marque o veterinário. Principalmente se a mudança foi recente ou se o cão é idoso.
- Volte ao básico. Leve o cão ao lugar certo em intervalos regulares, depois das refeições (de 15 a 30 minutos após comer), ao acordar e depois de brincar.
- Recompense na hora. Acompanhe o cão e dê um petisco logo depois que ele fizer no lugar certo.
- Observe os avisos. Farejar o chão, ficar perto da porta ou sumir de vista costumam vir antes do xixi.
- Limpe bem. Cada acidente deve ser limpo logo e com capricho.
- Não brigue. Segundo o manual MSD, brigar depois de achar o xixi é ineficaz e deixa o cão ansioso; brigar no flagra pode ensinar o cão a ter medo de urinar perto de você, e ele passa a se esconder. Se pegar no ato, interrompa com uma palma ou um assobio, leve até o lugar certo e recompense lá.
- Anote. Horários, lugares, quantidade, se ele bebe mais água e o que aconteceu antes. Essas informações ajudam muito na consulta.
Quando procurar ajuda logo
- há sangue na urina, esforço para urinar ou sinais de dor;
- o cão faz força e sai pouco ou nenhum xixi;
- ele está bebendo muito mais água do que antes;
- o cão é idoso e começou a errar de repente;
- o xixi acontece só quando ele fica sozinho;
- a marcação começou junto com brigas ou tensão entre os animais da casa.
Depois que o veterinário clínico descarta as causas de saúde, a Dra. Bianca Santana, médica veterinária, olha para a rotina, o ambiente e as emoções do cão para entender por que o hábito mudou e montar um plano com a família. Se houver necessidade de medicação, ela é avaliada em consulta presencial.

Quem vai atender o seu cão
Dra. Bianca Santana
Médica veterinária, à frente da DogPhd
- Mais de 14 anos de experiência prática em comportamento canino
- Formada em Medicina Veterinária, com formação em análise do comportamento aplicada ao bem-estar animal
- Mais de 10 anos conduzindo casos com matilha
- Sede da DogPhd em Araçoiaba da Serra (SP)
Avaliações no Google
O que tutores atendidos pela DogPhd escreveram no perfil do Google, com o texto original.
O trabalho da Bia é de excelência! Recomendo demais
Foi incrível poder ver o trabalho da Bianca junto com a matilha dela. Eles cuidaram muito bem do meu cachorro. Fiquei extremamente segura e feliz com o comportamento dele durante e após a estadia na Dog Phd. Recomendo muito!
A Bianca faz a diferença nas nossas vidas desde que pegamos a nossa Serena! Profissional extremamente competente, atenciosa, confiável e cuidadosa! Deu dicas valiosas para lidarmos com as dores e as delícias de ter uma filhote dentro de um apartamento! Hehe Além de ser uma pessoa incrível e dona de uma matilha muito especial! 💜
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O Chico veio para casa com quase 8 meses de idade, com pouca, ouso dizer, nenhuma socialização. Era um cão extremamente reativo. No alto dos seus 3,6 kg, latia para tudo e para todos.
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Tinha um medo específico de mulheres: rosnava, tentava morder a canela. Também não podia receber visitas e, quando recebia, elas mal podiam se mover.
Comecei o adestramento pouco tempo depois que ele chegou. Ele aprendeu os comandos muito rápido, mas a socialização continuava bem difícil.
Após visitar minha família em Minas (e vivenciar episódios intensos de reatividade com as mulheres da casa ) vi que as viagens de fim de ano não seriam tão tranquilas quanto eu imaginava. Foi quando decidi procurar a Bianca para uma avaliação.
Conversamos bastante sobre o histórico do Chico e a rotina que levávamos, e entendemos que a imersão com a matilha seria o tratamento mais indicado para nós dois.
Com muita paciência, profissionalismo e respeito ao tempo atípico do Chico (acredite, está pra nascer mais desconfiado), a Bianca conseguiu baixar a guarda dele.
Hoje, ele é um cão que senta e deita para esperar e relaxar, algo que eu nunca tinha visto antes da imersão. Antes, era extremamente alerta: vivia em pé e, até para dormir, se posicionava de forma que facilitasse levantar rapidamente. Agora, dorme deitado de lado, completamente relaxado.
Após a imersão, foi aprovado em duas creches. Também notei uma grande evolução nos treinos, e ele já permite uma aproximação maior de pessoas desconhecidas. Hoje, frequenta uma creche cujo manejo é feito apenas por mulheres e interage bem com outros cães, algo que, no cenário anterior, eu não conseguiria imaginar.
Adotei uma cachorrinha vítima de maus tratos e a Bianca soube me orientar em todo o manejo e dessensibilização dela. Em um mês seguindo as orientações já tivemos avanços. Hoje minha cachorrinha faz as necessidades no local correto, permite que eu dê banho, brinca com brinquedos, corre e demonstra alegria. Recomendo o trabalha da Bianca, ela tem conhecimento, experiência e não recorre à violência!
Bianca mudou a vida do Pepi e Senna. A ansiedade de separação do Senna foi muito atenuada, nunca mais tivemos reclamações de latidos e o Pepi também ficou muito mais confiante e independente. O adestramento com a matilha realmente é muito efetivo e Bianca é uma super profissional.
Resgatamos um filhote em setembro, moramos em apartamento, e tivemos muitos problemas de comportamento com a cachorra, no sentido de roer os móveis, latir descontroladamente, a ponto de incomodar os vizinhos, comer comida que está na mesa, pular nas pessoas, fazer as necessidades em locais inadequados etc.
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A situação estava muito conflituosa no ambiente familiar, pois gerava muito stress, principalmente, nos horários das refeições em família, pois acabava sendo um verdadeiro duelo. Muitos familiares e pessoas próximas insistiram que deveríamos doar a nossa cachorra devido ao dia-a-dia conturbado que acarretava. Contudo, como gostamos muito da nossa au-au, resolvemos procurar o adestramento a fim de resolver essas questões inconvenientes e, para a surpresa, encontramos a Bianca. Agendamos uma visita para fazer um primeiro contato e logo de imediato, a Bianca nos passou uma confiança muito grande no trato com nossa cachorra, algumas primeiras questões posturais e de interação já demonstraram serem eficazes naquele primeiro momento. Com isso, acabamos fechando o período de adestramento com ela, nesse interim, ela nos passava vídeos da rotina do adestramento e dicas para lidar com questões de muita ansiedade e de apelo por atenção que nossa cachorra tem. Uma recomendação que passo para quem contratar o serviço é fazer anotações de todos os áudios, pois serão inúmeras dicas valiosas e que são fáceis de se perder com tantos áudios, além de ficar um guia-rápido para lidar com qualquer questão que deixe o tutor indeciso com seu cachorro. Após o período de adestramento, nossa cachorra retornou muito mais sociável do que estava. As questões de inconveniência relatadas foram dirimidas em grande parte, outras ainda permanecem, mas dentro da normalidade esperada para um filhote. Nossa postura, pelas dicas que nos foram passadas, também, tem ajudado bastante a manter o adestramento em linha com que esperamos de um cachorro tranquilo e o dia-a-dia em família tem sido muito mais sadio. Espero que esse relato ajude muitas pessoas a acreditar que o adestramento é um serviço tão importante quanto outras questões que são impreteríveis ao pet, como a vacinação, a castração, os cuidados estéticos e de remédios que acabam gerando custos que nem sempre algumas pessoas veem como necessários por se tratar de apenas um cachorro, mas que criam enormes inconvenientes que ficam difíceis de medir com a rotina diária da família. Muito obrigado Bianca!
Depoimentos de pacientes
Tutores contam, em vídeo, como foi o acompanhamento do cão com a DogPhd.
Mais vídeos no canal da DogPhdPerguntas frequentes
Por que meu cachorro começou a fazer xixi fora do lugar?
Quando um cão que sempre acertou o lugar passa a errar, a primeira suspeita é de saúde: infecção urinária, doenças que aumentam a quantidade de urina, dor ou dificuldade para andar. Depois de descartadas essas causas, entram marcação, ansiedade, medo e mudanças na casa. O exame de urina costuma ser o ponto de partida.
Cachorro marcando território em casa, o que fazer?
A marcação deixa pouca urina em superfícies verticais, como pés de móveis e portas, e é mais comum em machos não castrados. Supervisionar o cão e limitar o acesso aos pontos marcados quando ninguém está olhando ajuda, e, se a marcação vem de ansiedade, é ela que precisa ser tratada. Segundo o manual MSD, a castração desses machos costuma reduzir a marcação, e a decisão é tomada com o médico veterinário.
Devo brigar quando o cachorro faz xixi no lugar errado?
Não. O manual MSD explica que brigar depois de encontrar o xixi não funciona e deixa o cão ansioso, e que a punição na hora pode criar medo de urinar na frente do tutor. Se pegar no flagra, interrompa com um som neutro, como uma palma, leve o cão ao lugar certo e recompense lá.
Cachorro idoso fazendo xixi em casa, o que pode ser?
Pode ser infecção urinária, doença nos rins, dor, dificuldade para andar, perda de visão ou audição e declínio cognitivo, entre outras causas. Por isso o cão idoso que muda o hábito precisa de exame clínico antes de qualquer mudança de treino.
Que exame o veterinário pede para xixi fora do lugar?
Em geral, começa pelo exame de urina, que procura sinais de infecção, como bactérias, glóbulos brancos e sangue. Dependendo do caso, entram cultura de urina, exames de sangue, ultrassom ou raio X, segundo o Centro de Saúde Canina da Universidade Cornell.
Agende uma avaliação
Conte o caso do seu cão. A Dra. Bianca responde pelo WhatsApp com os próximos passos.
Fontes
- Infectious Diseases of the Urinary System in Dogs, Merck Veterinary Manual (versão para tutores, em inglês) (consultado em 07/11/2026)
- Urinary tract infections, Cornell University College of Veterinary Medicine, Riney Canine Health Center (em inglês) (consultado em 07/11/2026)
- Behavior Problems of Dogs, MSD Veterinary Manual (versão profissional, em inglês) (consultado em 07/11/2026)
- Behavior Problems in Dogs, Merck Veterinary Manual (versão para tutores, em inglês) (consultado em 07/11/2026)
Atualizado em 07/11/2026.




